terça-feira, 16 de outubro de 2007

QUE TAL USAR O ÓLEO DE CONZINHA NO COMBATE A DENGUE




Terça-Feira , 07 de Novembro de 2006


Informação dada pelo Jornal Hoje da TV Globo.






Óleo de cozinha é arma na prevenção à dengue




O número de mortes por dengue no Brasil em setembro foi o segundo maior da história. De acordo com o Ministério da Saúde, 61 pessoas morreram. Em 2002, foram 150. Este ano, o número de doentes também aumentou: 279 mil casos notificados até agora. No triângulo mineiro, a luta contra o mosquito da dengue tem uma arma poderosa. E vem da cozinha.




O expediente dos agentes de saúde começa antes do dia clarear. De rua em rua, o fumacê espalha o veneno que mata o mosquito da dengue. Antes, o inseticida era diluído em água. Mas agora em Uberlândia passou a ser misturado com um velho aliado da dona de casa: óleo de cozinha.

Dentro de cada gota lançada no ar, vai uma dose do remédio. Juntas, essas bolhas formam uma névoa letal para o aedes aeghpti. Ao voar na área pulverizada, o mosquito se choca com o inseticida e morre. Segundo os médicos, o óleo de cozinha aumenta a eficácia do veneno porque as bolhas não evaporam tão rápido com as de água.

“Nós temos alguns trabalhos que mostram que em 10 minutos você tem uma queda em torno de 92% da presença do produto dentro da bolha e já com o produto diluído em óleo, nós percebemos que fica mais de duras horas essa ação do veneno”, explicou André Luiz de oliveira, secretário municipal de saúde.

O município compra um litro de óleo por R$ 51. A água era de graça. A troca passou a custar aos cofres públicos R$ 85 mil por mês, mas as despesas com remédios caíram cerca de 17%, R$ 120 mil de economia mensal. Ou seja, prevenir ficou mais barato do que remediar.

No primeiro semestre, Uberlândia enfrentou uma epidemia de dengue - mais de 8 mil casos confirmados. Coincidência ou não, três meses depois da substituição da água pelo óleo, o índice de infestação do aedes aeghpty na cidade caiu para 0,17%, o mais baixo dos últimos 12 anos.

“A Organização Mundial da Saúde recomenda que o inseticida seja diluído em óleo”, disse o infectologista Marcelo Simão.

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